domingo, 28 de março de 2010

A Arte de um Sorriso

As obras de arte que vejo,
são diferentes daquelas que vês.
Um esboço de sorriso, agora talvez,
na tua cara em que facilmente prevês,
aquela obra prima, vinda de um bosquejo.

Prego essa peça á memória,
como se na parede fosse.
O sorriso escultório,
que tenho comigo,
mas não de minha posse.

De todas as obras de arte,
as mais preciosas coleccionei.
A peça que brilha e não parte,
que veio de um bosquejo comum.
Reluz como sorriso mais nenhum,
a Arte do Sorriso, é a obra,
que nunca venderei.

terça-feira, 23 de março de 2010

São só notas musicais



"Give me a second and I'll be alright..."

domingo, 14 de março de 2010

Livro das Dormências

Por vezes habituamo-nos e conformamo-nos tanto com algo, que esse algo está lá e não damos por isso se quer.

Experiência sentida uma vez,
pela primeira vez aceito.
Reconhecimento de duas vezes,
se mais uma vez gostar,
mais uma vez satisfeito.
Senão, trato-a com indiferença
e despeito.

Ignorar o leito do rio,
com boas ou más experiências,
não interessa, já aconteceu,
já experienciei, já está lá,
no livro da "Primeira vez".

Primeira vez de tudo,
tudo separado contudo,
em duas partes.
Bom e Mau.

Esqueci-me do livro
das reconhecidas experiências,
Hmmm...Enfim, esquecimentos,
destes repetidos momentos
que se tornam comuns,
após as vivências,
que nos dá o entorpecimento,
de um sentimento.
O nome dele é,
"Livro das Dormências"

Dormimos em cima do braço,
dormente ele fica.
Aquilo que não sentimos,
é o existente pedaço,
que sabemos que lá está.

Sentimos o sentimento,
em cima dele dormimos.
Passado um tempo,
dormente ele fica.
Adormece...
Não o sentimos,
mas esse mesmo,
lá permanece.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A saudade.

Não vás querer,
agora voltar atrás.


Lembro-me da nostalgia, do sorriso
esboçado, que deste.
No dia em que te voltas-te
para mim e disseste,
"Não vás..."


Com olhos de vidro
fixamente olhava,
A reacção do meu,
silêncio.
Não existe algo que
rime com este,
silêncio,
a não ser ele próprio.

O que rimava era
agora o sentimento,
que predominava em mim.
Era a repentina saudade,
que nesse momento crescia.
Antes de saber que depois,
aumentaria ainda mais,
no fim desse dia.


A saudade que por mim
vendada, corria,
cega sem saber por onde ia.
Menor se tornava,
de venda posta.
Maior era a quando,
ela tropeçava.
Nesses momentos,
eu lembrava.
As agonias que,
ela causava.

Agonia do dia, da frase,
"Não vás...".
Que me lembra saudade
depois do silêncio, quebrado.
"Eu partiria se este,
matasse aquilo que sinto..."

Mas mesmo se
aquele silêncio,
o fizesse.
Na mesma partiria,
com o sentimento que,
não fenece.


Vai-te embora saudade,
impertinente e cega.
Mas eu não quero ir,
nem quero que,tu vás.

Quando te voltares,
e fores,
Não vendes a saudade
que tu sentires.
Não o faças como fiz
para tentar esquecer,
aquilo que sinto.
Deixa-a ser livre e correr,
mesmo se tropeçar.


Pois da próxima vez,
que as palavras,
"Tive saudades tuas..."
os nossos lábios preencherem,
darão lugar ao Alívio
para compreender,
a Saudade que tive a ti,
outra vez de te ver.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

So pensamentos...

A transcendência de emoções, parou. E agora volto para o confiante e invulnerável ego, que deu origem à proximidade e à distância, de algo incerto que acontecia.